Eu não sei mais o que é real ou o que é falso.
O que está sólido ou o que está prestes a desmoronar.
Se o que eu vivo é uma perfeita mentira ou uma verdade desajustada.
É como se as coisas estivessem sempre intactas, mas ao mesmo tempo como
se precisassem serem consertadas. Assim como eu.
Eu me sinto inteira, mas não completa. É como se houvesse algo importante faltando.
Não uma alegria, nem atenção, ou afeto. Do que eu sinto falta eu não sei dizer.
Mas é gritante. E quanto mais eu busco, menos eu tenho, e mais coisas perco
ainda pelo o caminho. Eu sei que sempre irei me assustar com as pessoas.
Com o que elas fazem ou poderiam fazer consigo, comigo e com outros,
mas às vezes eu só gosto de acreditar que em algumas pessoas existe uma parte boa
que predomina e impera sobre o aquele corpo comandado.
Talvez eu queira construir uma situação ou uma pessoa que pudesse ser ou fazer
tudo o que mais gosto. Talvez eu saiba que não é possível.
Só quero gostar deles pelo o que são. Mas o que eles fazem às vezes cega
essa minha vontade de enxergá-los claramente e gostar disso.
Não quero acreditar que tal essência seja tão suja como aparenta.
Só quero ter uma conexão com a minha realidade.
E enfim entender que ali, não é um por todos. E sim cada um por cada um.
Que não se pode contar com ninguém além de si mesmo. Eu não sou a desajustada. Vocês são!

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