Eu não sei mais o que é real ou o que é falso.
O que está sólido ou o que está prestes a desmoronar.
Se o que eu vivo é uma perfeita mentira ou uma verdade desajustada.
É como se as coisas estivessem sempre intactas, mas ao mesmo tempo como
se precisassem serem consertadas. Assim como eu.
Eu me sinto inteira, mas não completa. É como se houvesse algo importante faltando.
Não uma alegria, nem atenção, ou afeto. Do que eu sinto falta eu não sei dizer.
Mas é gritante. E quanto mais eu busco, menos eu tenho, e mais coisas perco
ainda pelo o caminho. Eu sei que sempre irei me assustar com as pessoas.
Com o que elas fazem ou poderiam fazer consigo, comigo e com outros,
mas às vezes eu só gosto de acreditar que em algumas pessoas existe uma parte boa
que predomina e impera sobre o aquele corpo comandado.
Talvez eu queira construir uma situação ou uma pessoa que pudesse ser ou fazer
tudo o que mais gosto. Talvez eu saiba que não é possível.
Só quero gostar deles pelo o que são. Mas o que eles fazem às vezes cega
essa minha vontade de enxergá-los claramente e gostar disso.
Não quero acreditar que tal essência seja tão suja como aparenta.
Só quero ter uma conexão com a minha realidade.
E enfim entender que ali, não é um por todos. E sim cada um por cada um.
Que não se pode contar com ninguém além de si mesmo. Eu não sou a desajustada. Vocês são!
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Faça-me teu novamente, querida!
Continuo correndo em sua direção, querida.
Como se o mundo fosse acabar no próximo segundo.
Como se eu pudesse guardar qualquer suspiro teu, e acrescentar
nos teus dias de vida ao meu lado.
Continuo sonhando com os teus olhos negros, aqueles que me perdi dentro.
Ouço tua voz através do vento que bate nas janelas e movimentam as cortinas
da sala onde costumávamos passar as tardes de domingo.
Sinto seu beijo de boa noite antes de dormir, querida. Me faz querer sentir com
urgência a sua boca na minha pele. Fecho os olhos e sinto seus dedos frágeis
desenhando a forma dos meus ossos. Oh como sinto sua falta, querida!
Você não sabe que não se pode abandonar um homem apaixonado nunca?
Você esqueceu que eu não podia ser abandonado nunca? E as promessas, querida?
Você não havia dito que viajaríamos o mundo inteiro? Não havia planejado
encher a sala de estar de tapetes marroquinos? Onde está você, que levou contigo
todos os meus sorrisos? Pela a manhã, não ter mais duas
xícaras de café. Não ter dois pratos para lavar após o almoço.
Tudo ficou solitário após a sua partida. Você não entende não é? A noite eu não consigo dormir.
É uma cama grande demais para um só homem aos pedaços, querida.
Continuo cuidando das suas orquídeas. Eu sei o quanto você gostava do seu jardim. Mas
mesmo assim, o deixou. Assim como me deixou. Não tem chovido muito por aqui,
mas o clima tá como você gostava. Tudo está tão triste. Ninguém me visita mais.
Eu continuo correndo em sua direção, querida. Como se o mundo fosse acabar
no próximo segundo. Como se eu pudesse guardar qualquer suspiro teu, e acrescentar
nos teus dias de vida ao meu lado.
Você foi fiel às suas promessas, querida. Até mesmo àquela de 50 anos atrás,
em que dissemos: até que a morte nos separe.
E eu ainda a amo como se estivesse aqui, querida.
Assinar:
Comentários (Atom)

