Então agora, eu me vejo três anos mais jovem.
Através dessa menina que acabou de chegar, me comparo a ela por uma coisa:
a vontade de conhecer você.
O tempo passa, é verdade. Eu é que pensei que aquilo tudo
nunca iria passar. Que tudo o que eu sentia por você não ia
mudar nunca. E olhe agora. Pesquise se quiser, não resta nada seu aqui.
Fugindo de casa pela a madrugada, passando noites de sábado na calçada
esperando você abrir o portão da casa da frente, e finalmente te ver
atravessando a rua, só porque me viu do outro lado e em seguida
sentava lá comigo. Eu dizia que estava no telefone
ou esperando uma amiga. Mas na verdade, quem eu esperava estava ali
me perguntando por quem eu esperava. Eu me importei tanto com você.
Eu quis tanto você.
Você sempre terá o meu respeito por ser assim tão doce e compreensivo.
E nunca esquecerei as infinitas vezes que você me fazia rir quando
imitava as pessoas que conhecíamos.
Me magoei, não nego. Mas não mudaria nada do que eu fiz.
Porque realmente cada oportunidade que tivemos pra sermos
um do outro, valeu a pena. Embora, hoje só exista um cumprimento à distância.
E não lembramos mais que moramos tão perto.
Durou o tempo que tinha que durar. E acabou exatamente na hora certa.
Ela agora se parece comigo, porque no começo eu também acreditava em nós.
Mostre a ela como se trata as vizinhas de treze anos que acabam
de chegar. Dê a ela o melhor tratamento.
A faça feliz, porque é a vez dela.

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