quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Um por todos e todos por um. (?)

Essa sou eu, fazendo aquele post típico de fim de ano, onde as considerações e 
agradecimentos finais são feitos. Sou clichê, mas não quero parecer tão óbvia o tempo todo.

Passei um tempo sem postar, eu escrevia mais coisas pra mim, e deixava só salvo.
Não sei porque não tive a necessidade de expor. Talvez porque era apenas devaneio ou como sempre, meus
pensamentos bagunçados. Vim fazer um contato mais direto, com qualquer pessoa que tenha costume ou que leia apenas este post. Hoje, quarta-feira, dia 30 de novembro de 2011 foi oficialmente o último dia de aula. (Não considerando a recuperação, é claro.)
E bom, embora esse ano tenha sido difícil e conflituoso, e chatíssimo agora no finalzinho, eu implorei muito
pra que tudo acabasse logo, pra que todas as despedidas chegassem, que tudo fosse o mais breve, apenas pra correr dali. Eu não suportava mais está perto daquelas pessoas que eu costumava amar, e que eu já não reconhecia mais.
Meu terceiro ano eu encaro como uma receita. Anota os ingredientes que quer que componha o prato, faz planos de quando e que ocasião irá cozinhar, ver na foto a suculência do prato feito por um mestre. E quando chega a sua vez de preparar e provar, o gosto não era tão bom quanto o chefe falou. E você pode até culpar a marca dos ingredientes, pela a falta de sucesso, mas vai ver, apenas esqueceu de checar a validade.
E o meu terceiro ano foi assim. Não tô dizendo que foi uma comida com um gosto estragado, mas que poderia ter sido melhor.
Se faltou açúcar ou sal, eu não sei dizer. Mas foi um gosto amargo. Assim como as lágrimas choradas e bem sofridas de alguns. Amargas em quê as pessoas se transformaram.
De uns meses pra cá, eu só vinha assistindo. Eu simplesmente só existia ali dentro. Eu fazia a minha parte, sentava colada na minha cadeira e apenas congelava o olhar em direção ao professor. Não necessariamente prestava atenção, mas fingia. Eu me perdi deles e eles se perderam de mim. Sim, eu sentia falta! Mas deles, e não de ser como eles. Pelo menos não como estavam sendo. Pode parecer rude a maneira como estou me referindo a pessoas tão especiais.
Mas veja, como um instrumento desafinado eu tinha que ouvi-los e aplaudir tudo aquilo como se gostasse? Eu não sabia fazer isso. Eu sou a chata! Eu sou a que se excluiu. E de maneira alguma, eu os culpo. Porque pelo "sim" ou pelo "não", eles estavam se protegendo. Não sei se sendo eles mesmo, mas uma forma de auto-defesa um tanto estranha.
Porém, meu terceiro ano também teve seus momentos felizes e tão lindos que mesmo magoada eu não os vejo e nunca os verei como pessoas feias de sentimentos. Porque são todos lindos! Só precisam cuidar da aparência interna.
Eu os conheço e sei que são pessoas com grandes sonhos e ideias valiosas. Pessoas que já sofreram muito e que ainda sofrem, pessoas com complexos, medos, frustrações e censuras, mas que são fortes como poucos superados são.
Eu tive inúmeros momentos felizes ao lado de deles.
Mas agora precisamos apenas descansar e recomeçar. Nossa caminhada juntos de tantos anos acaba aqui.
Acaba para que outras coisas comecem e outras pessoas cheguem.
Eu aprendi a ser positiva quanto ao futuro e as mudanças. Tudo depende do que você deixa ela ser: uma grande bagunça ou uma nova chance.
Eu espero que eles encontrem um bom caminho, façam bons amigos, e tenham uma boa sorte.
Não tivemos um Terceiro Ano perfeito como sonhávamos. Mas o que é perfeito nessa vida?
Apenas a habilidade dela de nos fazer encontrar pessoas capazes de marcar tanto.
Agradeço aos meus bons e velhos amigos, por todo o suporte e paciência. Minhas desculpas, aos que maltratei através de atos ou palavras desagradáveis. E é isso, vamos embora, não para buscar a luz. Mas para brilhar em outro lugar.


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