domingo, 20 de março de 2011


Olhos nenhum já me olharam daquela forma. É como se cada um me pedisse pra ficar por perto.
Olhos inexpressivos com expressões óbvias. Dor! Saudade!
Os mesmos olhos que eu via há muito tempo. Mas que já não me olhavam daquele jeito.
Fiquei confusa com o pedido estampado neles. E não sei o que demonstrei no momento em resposta.
Os olhos tristes começaram a manifestar o sentimento. Os olhos que haviam me surpreendido chorava
por algo que eu sabia o que era. Mas me recusava a entender.
Então os meus olhos começou a compartilhar aquela mesma sensação que arrasava meu coração. Culpei mentalmente o maldito tempo que havia sido nosso inimigo em comum.
Por um momento, os corpos distantes demais para um consolo não restava muito além de esvair lágrimas reprimidas daquela perda calada. E quando nos foi permitido, caminhei até ela, frágil por muitos problemas...
e nos abraçamos como nunca havíamos feito. Então coladas durante um choro ensandecido. Só pude dizer:
- Eu sinto tanto a sua falta, a-a-a-miga!

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