domingo, 20 de março de 2011


Olhos nenhum já me olharam daquela forma. É como se cada um me pedisse pra ficar por perto.
Olhos inexpressivos com expressões óbvias. Dor! Saudade!
Os mesmos olhos que eu via há muito tempo. Mas que já não me olhavam daquele jeito.
Fiquei confusa com o pedido estampado neles. E não sei o que demonstrei no momento em resposta.
Os olhos tristes começaram a manifestar o sentimento. Os olhos que haviam me surpreendido chorava
por algo que eu sabia o que era. Mas me recusava a entender.
Então os meus olhos começou a compartilhar aquela mesma sensação que arrasava meu coração. Culpei mentalmente o maldito tempo que havia sido nosso inimigo em comum.
Por um momento, os corpos distantes demais para um consolo não restava muito além de esvair lágrimas reprimidas daquela perda calada. E quando nos foi permitido, caminhei até ela, frágil por muitos problemas...
e nos abraçamos como nunca havíamos feito. Então coladas durante um choro ensandecido. Só pude dizer:
- Eu sinto tanto a sua falta, a-a-a-miga!


Como posso me expressar pra que você entenda?
 Ou será melhor que não entenda?
Gostei da ideia de poder viver algo novo. 
De me deliciar com essa situação excitante.
De me jogar nessa proibida dança com você.
De completar as suas frases e taras. De imaginar qual seria
a minha sensação quando finalmente sentisse o seu abraço urgente.
Como me sentiria quando me tocasse, ou quando falasse
baixo em meu ouvido coisas íntimas de nós dois.
Gostei da ideia de dar um pouco de emoção a minha rotina
cansada e meus dias sem graça. 
Estranho, mas você era a proposta perfeita pra arruinar a minha vida.
Mas esse seria diferente dos outros estragos, seria algo prazeroso. Seria uma dor deliciosamente agradável, da qual eu nunca reclamaria por sofrer.

quarta-feira, 9 de março de 2011



É engraçado! Eu olho pra você e parece que não passou tempo nenhum.
Mas mudou tudo né? A vida levou você pra um lado e me levou pro outro.
Mudou tudo e não mudou nada.


Jade.  ( O clone )