terça-feira, 24 de agosto de 2010


Havia muita gente. As faces escondidas.
Não reconheci todos. Mas dentre eles, alguém
incomum. Fechei os olhos e apenas segui o cheiro.
Meus pés me levaram de encontro a sua sombra.
Minhas mãos tremeram antes de te tocar as suas.
Abri o olhos. Era exatamente quem eu procurava.
O cabelo visivelmente macio. Os olhos francos.
Abriu-me um sorriso que atordoava minha coordenação.
Vozes ao fundo eram ignoradas automaticamente.
Nada merecia receber mais atenção do que aquela figura
parada diante de mim. Uma explosão de sensações
se atreveram a me desconcentrar. Eu nunca tinha sido
visitada nem por qualquer coisa parecida, com aquela
que eu estava sentindo. Ele continuou a olhar pra mim,
com uma paciência desmerecida pelo o meu silêncio de admiração infinita.
Seria precipitado demais nomear aquilo de amor. Porém, qualquer
outra definição não bastaria. E só eu sabia o quanto o amava.
Enquanto, eu pensava em algo pra falar que pudesse me fazer parecer
menos idiota por está ali parada por tanto tempo olhando pra ele.
Ele me perguntou:
- Qual é o seu nome? Eu acho que não nos conhecemos.
- Ah, você não me conhece. Mas eu te conheço. Eu sou Ana, sua vizinha há 5 anos.

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