Sabe eu pensei, pensei e... você tem razão quando diz que: “ isso nunca foi uma droga de melhor amizade ”. E eu sei que o que você mais fez foi tentar, foi se doar sem medidas nessa relação. E você sempre fazia questão de dizer isso. Até porque, é o mais correto de se afirmar. Porém, ao meu ver, não é necessariamente disso que uma amizade é feita. Muito menos uma melhor amizade. Não é dormir várias vezes na semana, na casa da outra. Não é conversar no cel até os bônus extras da operadora de cada uma tiver esgotado. Não é isso. Eu acho que é, mesmo estando longe uma da outra, sem poder olhar em seus olhos todos os dias e não ouvir o que tem a dizer, conhecê-la como ninguém jamais conheceu. E talvez por eu não ter me procupado todo esse tempo em me doar muito e mais que você, eu tenha a conhecido melhor do que você me conheceu. Eu me pisei muito, me refreei, me despedacei demais só pra te completar. E de uma certa forma “curar” a sua carência e saciar o seu desejo de uma linda, forte e cenográfica melhor amizade correspondida de filmes e séries. E por mais que eu a-me ficção, na vida real isso é diferente. E deve ter sido por isso, essa luta toda pela a perfeição na relação, que eu não consegui lidar. Nunca escondi de você, o que a minha última melhor amiga havia sido pra mim. E você sabe o quanto foi! Mas, fomos mais duas vítimas do tempo e da distância. E como sempre...acabou. E quanto a nós, durante a maior parte desse tempo, fomos sim duas almas inseparáveis, duas mãos entrelaçadas juntas em busca da verdade, dois corações amparando o outro. Tudo extramamente sincero e verdadeiro. Mas, de uns tempos pra cá, nada mais era como antes. E tava só mudando, mudando, mudando e... mudando, e isso não parava de acontecer. Até que começou a insegurança, as cobranças, e as mini discurssões de " eu meu doo mais nessa amizade do que voce ." E as mesmas promessas " eu vou tentar me dedicar mais ." Eu acho que éramos muito mais melhores amigas pelo o msn, do que pessoalmente. Quando tínhamos, aquelas discurssões terríveis, e suas crises de ciúmes. E o quanto eu ficava apavorada com a idéia te de perder e de tá te fazendo sofrer com aquilo. Ah! Naquele tempo sim, era uma melhor amizade. Ultimamente, não vinha sendo. A gente só não tinha percebido isso ainda. Ou percebemos, e não queríamos encarar e aceitar isso. Eu quero agradecer por tudo o que fez por mim. Pelas as coisas importantes e oportunidades que abriu mão, pela a minha felicidade. Pelo o que deixou de fazer. Por tudo, em que pensou em mim e no meu bem, primeiramente. Obrigada, por ter sido uma amostra do que uma melhor amiga é. Como uma que eu nunca tive antes. Como eu nunca fui. Mas, particulamente, em meio a tudo isso, eu acho que agora, tá na hora da gente retirar lentamente as plaquinhas de “ melhores amigas” e sermos só “ boas amigas”. Isso não é bem diferente do que a gente já vinha sendo. Você ainda vai me ter. Ainda vou está aqui quando precisar conversar com alguém. Quando quiser chorar. Quando quiser dormir fora de casa. Quando sair da escola, e não quiser ir direto pra casa. Ou quando brigar com o seu irmão. Eu ainda serei eu. E você ainda será você. Isso não é um divórcio. Não estamos acertando, com quem vai ficar a casa e os filhos. Estamos deixando as coisas menos complicadas pra nós mesmas. Só estamos reduzindo ilusões, e evitando dores futuras. Seremos felizes, sempre. Boa noite, melh... boa amiga.
Adaptado.

Nenhum comentário:
Postar um comentário