sexta-feira, 16 de julho de 2010

ABC...


É incontestável que o tempo passa. Que as pessoas vão embora. Que mentir é assinar uma auto destruição. Que os sentimentos mudam. Que palavras e promessas não são contratos. E que amar, é muito mais do que dizer " eu te amo".
Fale francamente com o seu "eu interior", faça uma retrospectiva de sua vida. E enumere quantas vezes essa lista, teve uma sequência exata de infinitas vezes.
Muitas das pessoas que lhe juraram amor e companhia eterna, já se foram. Que se diziam ser seus melhores amigos, pelo menos um entre dez, já te desapontou. E o pior, é que todas as vezes, que nos magoamos com alguém, nos fechamos um pouco mais para os sentimentos. Ficamos tão desconfiados dos novos seres que repetem em outras palavras o que já nos foi prometido, que primeiramente não damos tanta importância. Quem não tem o pé atrás com isso? Outros lidam com os enganos de uma outra forma, ao invés da descrença, ele são dominados pela a carência. Carência de serem amados de verdade e de promessas fixa. Então é aí que tudo é tão artificial. No jardim de infância, as professoras nos ensinaram a ler, escrever, o alfabeto, a separar as vogais e consoantes, a contar... Dentre todas, eu sempre tive dificuldade em uma: pintar apenas dentro do desenho. Sim, falta de coordenação, eu sei. Mas, o eu sempre pegava no lápis com muita força, e atingia o papel como se quisesse feri-lo. Nunca fui de usar cores fracas, e assim como a forma que eu manuseava o lápis, o pintava da mesma forma, com muita força.
Então, trazendo para o presente, eu sempre vivi com muita intensidade. Sempre me expus. Mesmo quando não parecia, mesmo quando eu estava calada, quando eu estava fechada pra todos, aquela era a minha forma de dizer, que eu estava vulnerável. Porque nunca senti a precisão de me esconder ou me refugiar em nada. As cores escuras que eu escolhia, é explicado pela a sede que eu tenho de verdadeiros sentimentos. E talvez, eu nunca tenha respeitado as linhas dos desenhos porque eu sempre detestei limites.
E agora, mesmo crescida, e não trazendo mais atividade pra casa de pintar, eu ainda adoro cores fortes.

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