
Sabe o que é uma pena? É as pessoas esperarem tanto tempo passar, pra se mostrarem arrependidas. Pra darem o braço a torcer e esquecer a razão. O que isso importa quando o sentimento existe? O que me deixa tão revoltada, é o fato de certas pessoas fazerem as suas escolhas, sem pensar duas vezes, e depois ao perceberem que não foram as certas, querem voltar. Voltar como se nada tivesse acontecido. Como se nada do que tivesse feito, fosse capaz de magoar, ou como se aquela escolha não tivesse ofendido ‘o não escolhido’. Não adianta forçar uma amizade, ou forjar um respeito, sendo que ele não é mais existente. Vamos lá, não é tão complicado assim definir a nossa relação. Era um vínculo forte, um elo precioso. Porém, não foi capaz de superar muita coisa. Olha como somos, quem fomos e em quê estamos nos tornando,e me diga, há alguma possibilidade de uma reconciliação definitiva? O que acontece é que, agora já sabemos como é brigar, como é nos magoar, como é ficar uma sem a outra. E isso é o que deve ser mais temido numa amizade: Perder o amigo. E quantas vezes, nos perdemos? E quantas vezes nos encontramos de volta? E por favor, não misture as coisas, você não me ama mais, o que você sente é saudade. Não saudade de mim necessariamente, mais sim do que a gente viveu e do que significamos uma pra outra. E eu entendo, porque eu sinto também, e muito. Não se assuste com a minha observação, apenas se permita enxergar também o fato de já não confiarmos mais uma na outra. E tratando-se das coisas absurdas já ditas e silenciadas, porém expressas claramente, eu não consigo mais apostar em nós. Embora, fosse a minha maior vontade, assim como eu te considero a minha maior perda de toda aquela confusão. Mas, você sabe o quanto eu lutei por você. O quanto eu fiz de tudo, pra não ter que me despedir de uma das melhores pessoas que eu já pude conhecer. Não sendo o bastante, te perder uma vez, houve outros modos diferentes, e que mais uma vez eu não fui a sua escolhida. E te perdi, uma, duas e três vezes. Há quem resista perder tanto? É a sua vez de tentar. Eu ainda te considero uma pessoa importante, e inexplicavelmente ainda influente na minha vida. Não sei se amor, é apropriado, mais varia muito entre um forte carinho à um imenso gostar. Você nunca deixou de ser quem foi, aos meus olhos. Continua sendo a simples e complexa, a fria e sentimental, o mel e o amargo, a flor e o espinho, a desatenciosa e a dedicada. Essas coisas e seus opostos, só que não te trato mais como a “minha” tudo isso. Basta o tempo passar, que você ver que nem sempre as escolhas erradas foram tão desastrosas assim, e que o meio mais fácil de lidar com isso, é amadurecendo os seus conceitos, a verdade nem sempre te acompanhará, e a razão não será sua aliada frequentemente. A conveniência se torna necessária, e bem mais prática. Foi esse mesmo tempo, que me fez ver as coisas como vejo hoje, foi esse mesmo tempo que me levou pra tão longe de você.
Isso me leva á outro post.
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