quinta-feira, 27 de maio de 2010

Nostalgia.


Aonde você gostaria de está nesse momento? Ao lado de quem? Fazendo que?

A verdade é que nunca estamos satisfeitos completamente com a nossa vida ou com o que temos. Sempre falta mais. Sempre falta alguma coisa. Sempre falta alguém. É triste olhar pela a janela e ver o quanto tivemos que abandonar algumas coisas pelo o caminho. Ver que umas não conseguiram chegar com gente até o fim. E ver que outras simplesmente nunca nem tentaram nos acompanhar. Lembrando agora da quantidade de “adeus” que dei, eu vejo o quanto é difícil um dia pensar numa pessoa que não faz mais parte da sua vida. O quanto o “até mais” pode se transformar numa despedida mais decisiva do que um "vá embora" . Engraçado como as coisas mudam, e o seu grupos de amigos mudam junto. Uma turma com quem você saía à uns 2 anos atrás, hoje não se encontram mais. E se acontecer de se vêem na rua tem apenas um cumprimento de conhecidos que forçam um papo, que apesar dos esforços de ambas as partes, não é nada muito produtivo. O tempo mestre de todos os deuses comanda até o mais forte dos seres. O tempo passa pra todos. E porque que temos que passar junto com ele de uma forma que mude tanto ? Não é que se troque os velhos amigos, pelos os novos. Mas... é que você começa a preferir ficar com as nova amizades em um determinado lugar. Talvez porque se sinta mais a vontade e porque atualmente é com eles que você se relaciona mais. Seja sincero, com quantos dos seus velhos amigos você ainda mantém aquele mesmo contato, repetindo: "aquele mesmo contato" ? Imperceptívelmente isso acontece. Querendo ou não, acontece. A sua infância, do que sente mais falta? Das bonecas, das brincadeiras, do recreio do colégio, de levar lanche pra escola? Do quanto ninguém se importava com o que você fazia? Tenho saudade da minha infância, pelo o fato de não ter quer decidir nada de muito importante, a não ser o sabor do refrigerante que eu iria tomar. Olhar aquelas fotos e ver o brilho do seu olhar quando criança e o seu sorriso inocente, correr logo pro espelho e notar a diferença. E o que domina, é a malícia e o mistério. Tente se lembrar a última vez que você foi feliz de verdade. E quantas vezes aquela sensação de felicidade se repetiu? Tente se lembrar das pessoas que te fizeram sorrir de amor, sorrir alegre. Tente lembrar do que passou, mais continua aí tão presente dentro de você. As verdadeiras coisas da nossa vida, devemos dizer adeus a estas? E como impedi-las de ir embora? Talvez não há nenhuma fórmula pra isso, nenhuma resolução. Será que realmente o pra sempre, sempre acaba? Pra mim... tá parecendo que sim. Não há como impedir as coisas de irem embora, apenas aproveitar ao máximo o tempo em que estão aqui. Como... visitas. Como... passageiras.






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