
Entre a raiva da indiferença e o amor pelo passado maravilhoso, as coisas seguem de forma aleatória, mas nada agradáveis. A droga da insegurança ainda persegue as mentes envolvidas em casulos não maduros. Se ainda insisto é porque talvez alguma coisa ainda sussurra dentro de mim que não acaba assim as coisas. Mas talvez seja só a voz fraquinha e cansada do meu coração que diz isso , porque ainda ama. Pode ser, porém o que estava ao meu alcançe já foi feito. E não me pergunte: “Será que foi o suficiente?” AAAH! Porque sim, foi. Pois, pode acreditar, Ramilly Vieira não é muito de dar o 1° passo. Parando de ver as coisas só do meu ponto de vista, eu compreendo os motivos de tanta restrição e dúvidas. Mas será que dava pra me manter informada sobre qualquer coisa que viesse a pensar ao meu respeito em relação a esse assunto? Não tivemos um filho, mais tivemos uma história. Talvez eu tenha um tanto de direito né? Devo acrescentar também que há mais coisas que sua rala e vã filosofia viesse explicar. Sei o quanto eu pude ter sido infantil todos esses anos. Mas a minha maneira de mostrar que cresci é essa. Assumindo agora, pelo menos SÓ agora, que ainda gosto. Que ainda amo. Sendo recíproco ou não, tanto faz. Quem nunca sofreu por amores não correspondidos? Serei apenas mais uma vítima apaixonada da lei básica de sobrevivência com experiências amorosas. E por mais que o meu super ego venha a se ferir com determinadas circunstâncias e atitudes mesquinhas, eu que não sou tola, estou estupidamente não querendo me arrepender de fazer e de ter feito tudo o que eu já fiz. Não esperarei mais sentada por você. E não pense que é porque agora eu vou tomar uma iniciativa. NÃO. Não é isso. Não esperarei mais sentando por você , porque umas das coisas que eu mais detesto fazer é ter que esperar. E ainda mais quando éuma coisa que poderia já ter sido resolvida a tanto tempo. Fique com toda a sua covardia ou o seu desprezo e não amor por mim sei lá, e tente fazer alguém feliz sem um dia ter feito ela esperar tanto por alguma atitude descente do homem que você diz ser.


