quarta-feira, 7 de abril de 2010

Surreal.

Tá, eu não aguento mais. Não consigo mais fingir, esconder ou me enganar. Não dá pra mim essa vida pacata e com personalidade ofuscada, que cala o que sente e o que pensa. Eu juro que tentei não explodir, mais não deu. Pra mim não tá tudo bem, como todos estão fingindo que está. Ou até mesmo estão sendo verdadeiros o suficiente, o que me incomoda, porque eu ainda tinha fé que também estariam com a mesma sensação que eu.
Não consigo abrir um sorriso gigantesco sendo que o meu coração se desmancha a cada segundo como gelo ao sol. Depois de analisar a história pela a vigésima vez eu vim ver que isso teve outras sequelas, fora toda aquela extensa confusão que devastou toda uma imagem de uma para outra. Hoje percebo, que rendeu mais do que isso, o que é lamentável. perdendo. Sim, perdendo. Me perdendo. A história da minha "inocência" já foi toda resolvida, eu acho. E as coisas estão começando a tomar um novo rumo, não tão assustador como eu imaginei que poderia vim a acontecer. Está tudo... bem. Mas não é isso que me incomoda, não é isso que me asfixia. O que me sufoca é o fato da minha intolerância ser tão presente quanto a minha incompreensão em relação a respostas vagas que não me dão garantias e nem certezas.
Definitivamente, estou perdendo pouco a pouco, porém rápido, a crença nas pessoas. Que até ontem eu julguei que seriam tão... leais. (?) E eu nunca menti, são três coisas as que eu não sei fazer: a primeira é me fazer de coitadinha, bancar a vítima da situação; a segundo é dar o 1° passo quando eu sei, tenho provas e me sinto absolutamente certa; e a terceira é... adular. Eu realmente odeio ter que implorar. Eu sou extremamente apreensiva e peculiar quando se trata de sentimentos, e pra mim confiança é como um espelho... Eu já disse que me senti abandonada no momento em que eu mais precisei de uma companhia. Da sua companhia.
"Eu lamento muito, mais eu não me esqueço do que fazem comigo tão rápido" não é assim?
E o que eu devo fazer agora? Seguir, engoli o meu pranto e fingir que nada aconteceu? NUNCA, mais nunca mesmo eu consegui fazer isso. Mas por incrível que pareça você tá se tornando uma forte excessão entre todas as regras da minha vida. E por mais que seja detestável da minha parte eu está sendo a vítima eu é que estou tentando recuperar, tentando assumir uma culpa que não me pertence. É como se eu corresse no meio de uma tempestade com uma vela acesa nas mãos e lutasse pra que ela não se apagasse. Pra você pode sim, está tudo resolvido, pra mim... digamos que também. Mas eu só espero que depois de tudo, e depois que a tempestade passar, você não chegue e simplesmente assopre a vela.

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