Tentei não falar de você. Tentei não usar sua constante ausência como tema de mais um desabafo. Juro que tentei não pensar em você ao lembrar que sofro, ou até mesmo, ao lembrar que amo. Então, desculpe-me se falhei. Se mais uma vez, falho em ser algo que não te serve. Que não te encanta. Que não te merece. Desculpe-me ser só mais uma cabeça confusa e de coração remendado, que ousou um dia sonhar em viver ao teu lado. Desculpe-me ter sido tão fraca e tão tola a ponto de ter me apaixonado assim que ouvi teu nome. Desculpe-me, por cada momento em que esqueci meus olhos em você, eu tentava inultimente ali te prender, ali te guardar. Desculpe-me ter sido tão atrapalhada e não ter feito mistério em te deixar conhecer o mais fundo da minha alma, despejando em ti minhas fraquezas, medos e sonhos e nas entrelinhas te convidava a viver comigo esses sonhos e a enfrentar comigo esses medos. Desculpe-me ter morrido de ciúmes a cada "bom dia" seu que a mim não era direcionado ou a cada riso teu que não era meu. Inclusive, desculpe-me se morri por dentro ao te ouvir falando dela com o mesmo entusiasmo que eu falava de você. Ou se chorei sozinha no meu quarto lembrando de você chorando por outra. Desculpe-me, eu devia ter sido uma amiga melhor.
E por fim, desculpe-me por cada oração minha antes de dormir, em que eu pedia baixinho "por favor, me ame".
É que amor não se pede.... e nem se desculpa.
(e mais uma vez, eu fiz tudo errado.)
Creep - Radiohead.